Após ler o comentário que o Rodrigo fez no post "CONSUMUSIC 02 - Sonho Médio" me veio a idéia de criar esse post mostrando a forte relação entre a indpustria musical e o consumismo.
Diferente do CONSUMUSIC, esse post mostrará a utilização de música feita para vender produtos, e não de músicas que tenham como tema em suas letras a questão do consumo. Como já foi dito aqui no blog é de total conhecimento que o consumismo faz uso dos diversos tipos de mídias para se fortalecer cada vez mais. Como sabemos, a propaganda faz uso de todos os sentidos para atingir seus objetivos. É assim com a visão, o olfato, o tato, o paladar, e não seria diferente com a audição. Por isso, a utilização de música em propgandas é muito forte no meio publicitário. Utilizações essas como: jingles, inserções de propagandas publicitárias em músicas e até mesmo contrato de bandas com empresas cedendo a esta o direito de utilização de suas canções para campanhas publicitárias (através de contratos de contratos de 360º), esta última diferente dos jingles, como veremos mais adiante.
Primeiramente falarei dos jingles que é o modo mais famoso de relacionar música a um produto/serviço. O jingle faz parte da propaganda, não da música. Poucos gostam de música. O povo gosta é de ser seduzido. E se seduz gente é com jingles.
Os jingles nada mais são que mensagens publicitárias musicadas e elaboradas com um refrão simples e de curta duração, a fim de ser lembrado com facilidade. Ou seja, música feita exclusivamente para um produto ou serviço, uma espécie de slogan memorável transmitidos em rádios e em comerciais de televisão. Essa junção de música e publicidade é com certeza muito eficiente, é bem comum lembrar-mos de jingles que há décadas não são mais transmitidos.
Quem não lembra que pra acompanhar uma pipoquinha a bebida ideal é o guaraná antártica?
Quem também não lembra como manter o "seu filhote" forte?
E duvido também que você não lembre de todos ingredientes do Big Mac.
Tenho certeza que você lembra disso tudo!
Nessa análise vale salientar que os jingles são, composições musicais utilizadas como propaganda, mesmo que não tenham sido criadas com esta finalidade (exemplo).
Vejamos 3 dos principais tipos de jingles publicitários existentes:
1. Jingle Promocional: jingle em que o objetivo é destacar ofertas que a empresa deseja promover.
Exemplo
2. Jingle Institucional: jingle que representa o hino da empresa, produto ou serviço. Não visa fazer uma promoção. Pode ser também utilizado em aniversário de empresas, instituições, produtos ou serviços, bem como em datas especiais, como: Carnaval, Páscoa, Festas Juninas, Natal, entre outras. Os jingles institucionais, em sua maioria, têm características que sensibilizam, emocionam. Com letra geralmente poética.
Exemplo
3. Jingle Paródia: é um jingle feito em músicas que já existem, sejam elas: nacionais ou internacionais. É feito uma daptação em cima da letra e se cria outra dando origem aos jingles paródias. Deve-se ter a autorização dos detentores dos direitos autorais da música para a divulgação em rádio ou TV.
Exemplo
Além dos jingles, outra forma que vem crescendo atualmente é a inserção de propagandas publicitárias em músicas. É algo meio estranho, e geralmente ocorre em gravações de versões ao vivo. É algo meio estranho. Você recebe um bombardeio de propagandas bem no momento em que você estaria buscando uma fuga através da música. O estilo musical que se destaca nessa nova forma de publicidade é o forró. Um dos nossos leitores citou uma versão de grande sucesso do grupo Babado Novo "Bola de sabão", interpretada num show no "Forró no Sítio" pelo Grupo Aviões do Forró (faça o download aqui). Comerciais de diferentes tipos podem ser ouvidos ao longo dessa música, desde comerciais de lojas de perfume à comerciais de lojas de cds. Um exemplo bem claro da hiperestimulação que sofremos.
Outra maneira que a publicidade encontrou pra se fundir cada vez mais com a música é de comprar direitos autorais de alguns artistas (através de contratos de contratos de 360º). Com isso, além da empresa poder lucrar com as músicas do modo mais tradicional (execuções em rádios e utilizações dessas em versões feitas por outros artistas), ela poderia lucrar vinculando-as a comerciais publicitários. E o que mais impressiona é que grande artistas já tendem a realizar esse tipo de negociação, o exemplo mais famoso é o de Madonna que negociou com a a empresa Live Nation os direitos sobre o seus três novos discos.
Pois bem, sem me estender demais e antes que me chamem de adorniano por considerar que a arte (música) só serve pra vender bens, uma vez que só lhe interessa apenas o sucesso comercial, vou me despedir de vocês.
Obrigado pela atenção e desculpe por consumir seu tempo!
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