terça-feira, 23 de dezembro de 2008
FELIZ NATAL!!!
Pois bem, eu sei que esse questionamento parece ingênuo, mas é que realmente me irrita esse tipo de natal. Questiono-me que tipo de “espírito natalino” é esse que leva milhares de indivíduos frenéticos ao shopping para COMPRAR um presentinho!!! De qualquer forma eu nunca entendi esse tipo de natal proclamado pela mídia e por esse mundo capitalista que vivemos, ou sempre preferir ignorar...
Enfim, este post é mais para desejar aos corajosos que lêem esse blog um feliz natal e um próspero ano novo \o/
terça-feira, 4 de novembro de 2008
O SHOW DE TRUMAN
O personagem vive dentro de uma realidade cenográfica. O que ele acredita ser real nada mais é do que uma representação, não muito diferente da nossa realidade. Vivemos em um mundo de representações e significações. Platão afirmava ser impossível separar realidade e representação. Como na parábola da caverna em que as pessoas viam nada além de sombras da realidade, pois estando ali desde que nasceram, acreditam que as sombras que vêem são a expressão do real; assim também, a única coisa que Truman conseguia ver era o que existia dentro daquele mundo cenográfico.
É importante observar, fundamentando-se na teoria crítica, a existência de duas perspectivas abordadas no filme: a do mundo conhecido por Truman e a dos telespectadores do grande show. O programa – resultado da indústria cultural – é produzido pelas instituições sociais dominantes que determinam o processo de consumo, instaurando na audiência uma reação automática e irreflexiva perante o produto. Estamos inseridos em um mundo ficcionado e somos constantemente manipulados e influenciados pela mídia e os meios de comunicação em geral.
O reality show alterava o cotidiano das pessoas de tal forma que elas paravam o que estavam fazendo para assistirem ao programa. Choravam, riam, torciam; enfim, viviam aquele momento televisivo como sendo parte de suas vidas.
Adorno fala sobre a influência da indústria cultural: esta invadiu nosso cotidiano de tal modo, que não existe mais tempo para reflexões sobre aquilo que se recebe desse universo midiático. Ele diz ser a televisão uma espécie de ópio do povo que captura a consciência do indivíduo e aliena a sociedade como um todo.
O habitus, um conceito usado por Bourdieu e Elias, é fundamental para se compreender a idéia de representação social: é um valor tão introjetado em nós que o indivíduo acredita que o seu modo de pensar é só seu, contudo está inserido em um contexto cultural coletivo. Por exemplo: o que o Truman pensava ser seu universo real era, portanto, uma criação, uma falsa realidade. O que ele acreditava querer, na verdade, não era o seu querer, mas sim, o querer coletivo dentro daquele contexto televisionado.
Um momento interessante do filme acontece quando o criador do programa, indagado por um repórter sobre o porquê Truman nunca chegou perto de descobrir a natureza real de seu mundo até aquele momento, responde:
“Aceitamos a realidade do mundo no qual estamos inseridos. É muito simples, se Truman realmente estivesse determinado a descobrir a verdade, não haveria como detê-lo”.
Truman realmente aceitou aquela realidade que lhe foi imposta ao nascer até certo ponto da trama, quando superou seus traumas e foi atrás da vida que não pôde viver até aquele momento. A influência que a mídia exerce sobre o indivíduo realmente é muito forte, devido a todos os processos de que se vale para nos dominar. Afinal, ter informação e não adquirir conhecimento, não precisar pensar, é muito cômodo e geralmente este processo é absorvido pela grande massa.
É muito difícil mudar este comportamento social, pois já fomos acostumados e educados a viver assim desde criança. Uma possível saída - e é Bourdieu quem a aponta - seria a conscientização de dominados e dominadores. Ambos os lados precisam compreender a gravidade do estado em que vivemos para que deixemos o picadeiro e passemos à vida.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
CONSUMUSIC 04 - SORRIA!!!
Enfim, a idéia, a principio, era de simplesmente colocar pra discussão a música do Gabriel O Pensador “Sorria”, que foi gravada com o Tico Santa Cruz vocalista do Detonautas. Mas ao procurar o vídeo no Youtube, percebi que o clipe oficial da música não existe, o que me dá a deixa para mostrar mais do que um vídeo aqui (sinal de “joinha” pra vocês). O legal é que além do ponto de vista que é claro na música, pude perceber a construção de vários discursos com diversas fontes, que não a que eu já tinha...
A minha grande motivação para escolher essa música é - além de ser muito óbvia as críticas do Gabriel (e por isso seu apelido é “O Pensador” – sem querer ser engraçadinha) – poder pensar sobre aqueles poderes de que tanto nosso querido Foucalt fala, entre algumas outras coisas que eu gostaria muitíssimo de citar, mas por não ter anotado as idéias fico devendo num outro post.
E claro, convido VOCÊS que estão lendo (se tiver alguém... =S) a pensar, discutir, opinar, desenhar se for o caso, enfim, falem o que quiserem sobre, serei grata eternamente!
Beijos e até a próxima...
a letra tá aqui
o vídeo 1 tá aqui
o vídeo 2 tá aqui
sábado, 20 de setembro de 2008
voltamos
Estamos de volta galera!!!Depois de um longo período sem nunhuma atualização, voltamos. E com novidades! Como o Consumída é um espaço aberto para discussão e novas idéias, convidamos outras pessoas para publicarem aqui também suas reflexões sobre esse universo de consumo que vivemos. E para esse post, o nosso convidado é o ilustre botafoguense Thiago Petra.rsrs. Enjoy!!
MANIA RETRÔ
Qual foi a melhor época da minha vida?
Em momentos de total ócio, sempre me pego tentado refletir sobre minha vida, sobre as coisas, sobre as relações. Coisa de filósofo? Acredito que não, sendo mais apropriado o termo vagabundo. Bem, essa reflexão já fiz antes, nos momentos de ócio. Mas sempre me vem a pergunta sobre a “época de ouro” de um cara como eu, no auge dos meus 25 anos, que pouco produziu, pouco realizou. Individualmente, nunca sei o que responder. Porém, em grupo, sempre virá à tona a época dos programas infantis e seus apresentadores, dos desenhos animados e brinquedos dinâmicos (estes, uma espécie de apocalipse motor, ou, se melhorar a compreensão, um pré-sedentarismo infantil, vide os jogos de vídeo-game e computador da atualidade). Esta época de minha vida, a infância, está alocada entre os anos 80, momento do BRock, das chacretes, do Flamengo, do Pop, do besterol, e dos modismos infantis.
Mas aonde eu quero chegar? Parece que fiz uma viagem gigantesca para o nada, mas esse texto, como se pode ver no título, é realmente uma viagem: ao passado. É engraçado como vemos, de alguns meses pra cá, a tal moda retrô. Pessoas andando de camisas quadriculadas, saias rodadas, óculos gigantescos ... Um brechó, hoje em dia, vale mais que um passeio na Levi’s. Melhor: o guarda-roupa da sua avó é bem mais fashion que as vitrines das lojas Marisa!
Eu, como todo e qualquer analista de situação, tenho a minha teoria, influenciada pelo materialismo histórico de Karl Marx: tudo isso é um processo histórico que começou com o tal Almanaque anos 80. Tá bom, não tem nada de Marx nisso. Mas cara, nada me tira esse tal Almanaque anos 80. Você, caro leitor, pode lembrar de algum movimento da moda surgido da Inglaterra ou Estados Unidos, algum pré-indie. Não! Nada me tira que aquele Almanaque anos 80 mudou o planeta!
Relembrar de Sérgio Malandro, Bozo, Sidney Magal, Richie e outros, não fez muito bem para a cabeça da galera. Só sei que os anos 80 estão na moda! Festa Ploc, documentário de algum artista 80, rever Chacrinha, Silvio Santos. Voltamos aos anos 80! Saudosismos são sempre estranhos. Todo mundo tem a sua preferência, sempre sendo melhor do que o do outro. Mas pera lá, Michael Jackson e Madona sempre serão os verdadeiros reis e a Xuxa será sempre a maior de todas. Pelo menos é o que a geração que dita a moda de hoje acha.
Eu, como grande especialista futebolístico, já domino até as críticas da moda esportiva. Adidas tem que ser da época da florzinha tripartida. Camisas de futebol brasileiro? Só com o patrocínio da Coca-cola. Eu consigo até achar a camisa do Flamengo bonitinha (sentiram o diminutivo, né? Não passa disso). Eu, como grande botafoguense, tenho até a minha. O engraçado é que a camisa é de um tempo onde meu time não ganhava nada. Mas estou na moda, e isso é o que importa.
nossos sinceros agradecimentos \o/
terça-feira, 15 de julho de 2008
Mídia e Saúde Alimentar
Ela já conhecia o blog, gostou do post sobre publicidade x culto ao corpo, e me mandou um link de uma matéria muito interessante sobre a relação da mídia e a saúde alimentar que cita até mesmo o programa voltado ao jovens, MALHAÇÃO, da Rede Globo. Achei muito interessante e MUITO completa, pois aborda assuntos presentes, não somente, nas aulas da disciplina de comunicação e cultura do consumo. Vale muito a pena dar uma lida.
Segue o link:
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/noticia/index.php?id=11715
Acho que como complemento do que já foi discutido acima podemos citar o link a seguir:
http://www.efdeportes.com/efd9/anap.htm
Obrigado a todos, principalmente a Mari (minha grande amiga nutricionista) pela matéria, e desculpe por consumir seu tempo!
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Bem, vim aqui passar pra vocês a lista de textos que vimos esse semestre, na disciplina em questão claro. Estou aproveitando para disponibilizar alguns links também... E com o tempo talvez consiga links pra todos os textos, mas meu computador cismou em reiniciar sozinho então peço paciência (inclusive para mim!!)
Beijotchau leitores!
– DOUGLAS, Mary. “Introdução à edição de 1996”. IN: O mundo dos bens. Rio de Janeiro, editora da UFRJ, pp. 37-48.
– SLATER, Don. “Cultura de consumo e modernidade”. IN: Cultura de consumo e modernidade. São Paulo, Nobel, 2002, pp.17-39.
– BOURDIEU, Pierre. “O senso da distinção”. IN: A distinção. Crítica social do julgamento. São Paulo, Edups, 2007, pp. 241-264.
– SENNETT, Richard. “O domínio público”. IN: O declínio do homem público. São Paulo, Companhia das Letras, 1988, pp. 15-44.
– WEBER, Max. A ética romântica e o espírito do capitalismo. Baixe aqui
– ética romântica e discussão sobre o amor romântico
- CAMPBELL, Colin. “A ética romântica”. IN: A ética romântica e o espírito do consumismo moderno. Rio de Janeiro, Rocco, 2001, pp. 243-282.
- LÁZARO, André. “O amor moderno”. IN: Amor. Do mito ao mercado. Petrópolis, Vozes, 1996, cap. 10, pp. 151-171.
– Espaço e consumo – a questão da cidade e os espaços de consumo: das galerias aos shopping-centers
– PADILHA, Valquíria. Cap. 1 “Shopping center: a “cidade artificial” ontem e hoje”. IN: Shopping center, a catedral das mercadorias. São Paulo, Boitempo, 2006, pp. 35-81.
– Mídia e consumo
– LIPOVETSKY, Gilles. Cap. 1 “As três eras do capitalismo de consumo”. IN: A felicidade paradoxal. Ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. São Paulo, Companhia das Letras, 2007, pp. 26-37.
– Mídia e Moda
– LIPOVETSKY, Gilles. “Cultura à moda mídia”. IN: O império do efêmero. A moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo, Companhia das Letras, 1989, pp. 205-237.
– Corpo e consumo
– CASTRO, Ana Lucia. “Introdução”. IN: Culto ao corpo e sociedade. Mídia, estilos de vida e cultura de consumo. São Paulo, Annablume:FAPESP, 2007, pp. 17-30. Baixe aqui
– mercado publicitário e segmentação de público
– RAPPAPORT, Érika. “Uma nova era de compras: a promoção do prazer feminino no West End Londrino, 1909-1914”. IN: CHARNEY, Leo e SCHWARTZ, Vanessa (orgs.). O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo, Cosac & Naify, 2004, pp. 157-183.
– KELLNER, Douglas. “Televisão, propaganda e construção da identidade pós-moderna”. IN: A cultura da mídia. São Paulo, EDUSC, 2001, pp. 295-334.
– O poder das marcas
– FONTENELLE, Isleide. “O “valor” da marca no tempo do não-tempo: deslocamentos na “forma-mercadoria”?.IN: O nome da marca. McDonald’s, fetichismo e cultura descartável. São Paulo, Boitempo, 2002, pp. 145-174. Saiba sobre
– juventude como mercado estratégico
– COSTA, Jurandir Freire. “Perspectivas da juventude na sociedade de mercado”. IN: NOVAES, Regina e VANNUCHI, Paulo (orgs.). Juventude e Sociedade. Trabalho, Educação, Cultura e Participação. São Paulo, Editora Fundação Perseu Abramo, 2004, pp. 75-88.
– consumo e pós-modernidade
– BAUMAN, Zygmut. “Turistas e vagabundos”. IN: Globalização, as conseqüências humanas. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1999, pp. 85-110.
– do consumo ao hiper-consumo
– LIPOVETSKY, Gilles. “Rumo a um turboconsumidor”. IN: A felicidade paradoxal. Ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. São Paulo, Companhia das Letras, 2007, pp. 98-127.
– o consumidor como “serial-killer”
– JARVIS, Brian. “Monsters Inc.: serial killers and consumer culture”. IN: Crime. Media. Culture. Sage Publications, 2007. [Em breve disponibilizarei]
– consumo e questões políticas
– CANCLINI, Nestor. “Consumidores do século XXI, cidadãos do século XVIII”. IN: Consumidores e cidadãos. Conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1997, pp. 13-47.
– Consumo e fragmentação das identidades
- ENNE, Ana Lucia. “À perplexidade, a complexidade: caminhos para pensar a relação entre consumo e identidade nas sociedades contemporâneas”. IN: Comunicação, Mídia e Consumo (São Paulo), v. 3, p. 11-29, 2006. [Em breve disponibilizarei]
– Múltiplas práticas de consumo
– CERTEAU, Michel. “Fazer com: usos e táticas”. IN: A invenção do cotidiano. Artes de Fazer. Vol.1. Petrópolis, Vozes, 1994, pp. 91-106; e CERTEAU, Michel. “O fim de semana”. IN: A invenção do cotidiano, vol. 2 (Morar, cozinhar). Petrópolis, Vozes, 1994, pp. 150-165.
Autores usados no blog (fora da lista da disciplina):
- ADORNO, T.
- SINGER, Ben
- BENJAMIN, Walter
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Consumismo - COMBO
Visitem o site, tem muita coisa legal por lá.
Achei de tamanha valia o conteúdo do site que venho através desse post compartilhar com vocês 3 links que muito me chamaram atenção lá, segue abaixo:
1. Uma análise da psicóloga Gabriela Cabral sobre o consumismo.
2. Consumo compulsivo como doença do homem contemporâneo, por Patrícia Lopes.
3. Uma abordagem muito interessante feita por Patrícia Lopes sobre o consumo infantil.
Aliás, achei um vídeo muito interessante (sobretudo o início com o depoimento de várias crianças) que ilustra bem o comentário de Patrícia Lopes sobre o consumo infantil. Gostaria também de compartilhá-lo com vocês.
http://br.youtube.com/watch?v=1osuR2zPvYo&feature=related
Obrigado pela anteção e desculpe por consumir seu tempo!
CONSUMUSIC 03 - Hiperestimulação
A idéia me veio principalmente quando comentei sobre os inúmeros bombardeios publicitários que sofremos cada vez mais. Foi praticamente impossível não relacioná-los com os conceitos de hiperestimulação e modernidade neurológicas presentes no texto "Modernidade, Hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular" de Ben Singer.
A música que escolhida que trata desse assunto é "Melô da Propaganda" do rapper niteroense De Leve, considerado como um dos pioneiros a colocar suas músicas para download gratuito. Na música em questão o rapper trata de forma sarcástica os conceitos supra citados, além de criticar o mundo da indústrica fonográfica por considerá-la pautada em "jabás" e bandas pré-programadas ao sucesso pelas grandes gravadoras.
No entanto o que mais interessa na letra em questão é o poder da publicidade de se difundir de todas as maneiras e em todos os lugares possíveis, como De Leve cita. Ah, vale ressaltar também que ao ler essa letra eu lembrei imediatamente da inquietante "saga do anjo" contada pela professora Ana Enne, onde ela viajava e viu em dois horários completamente distintos (ela dormiu e acordou horas depois) a publicidade que utilizava a imagem de um anjo fixada em um ônibus na alto estrada. Ela mesmo disse que preferiria mil vezes ver a paisagem durante a viagem, mas que o maldito anjo a impedia disso (quem tava em sala no dia, vai lembrar e perceber que tem tudo a ver).
Então, vamos a letra... Vou aproveitar pra ficar em negrito a parte que se assemelha a "Saga do Anjo":
De Leve - Melô da Propaganda
Onde quer que eu vá eu vejo... propaganda.
Do lado de fora dos prédios tem ... propaganda.
No caminhão de lixo eu vejo... propaganda.
Quando eu vou dar uma cagada eu também vejo... propaganda.
Cê tá cercado! Mãos ao alto, ou melhor, no bolso
Isso é um assalto e nao é ICMS, mas o que ouço
24hs por dia, privatizaram meu sonho
sem descanso no sono, não tem espaço, onde ponho
minha cabeça pra dormir ta estampado o logo da Shell
e até na praia eu vejo aviõezinhos da Vivo no céu.
A natureza é trocada por outdoor e não podia ser melhor
assim eu vejo Gisele Bündchen com vestido Dior.
Ouço sempre coisas pra facilitar minha vida
celular com porta-níquel que vem com uma moeda embutida.
Abro a janela e vejo Ronaldinho na minha frente
com o celular da Tim com um sorriso deprimente.
Na parede dos buteco eu vejo... propaganda.
Nos postes tem galhardete com... propaganda.
Nas camisas duzôtro eu enxergo... propaganda.
Os empresários nada fazem além de... propaganda.
A Coca me ligou, convidou pra fazer propaganda
chamando um amigo que não podia ser gordo ou preto igual em Uganda.
Estranho, a bebida engorda e é preta igual carvão
qual o problema dum preto representá-la então?
Casas Bahia, primeiro cheque pré
depois nome no SPC, que soh aumenta seu CC
não abre conta no BC, tá marcado igual PC
mas se eles que roubam você, entao você entra num PC
porque não tem MPC, baixa programa de crack
escreve contra tudo que dizem certo e vai pro ataque
rouba MP3 e é a favor de todo tipo de troca.
Cansado de demagogia, e de lei que só sufoca.
Até quicê manda uma piroca, aí que nego se toca
que ninguém mais aceita o que só desemboca
nos cofres da Sony e da Universal,
que investem em jabá e talentos que regravam música internacional
ou em trio adolescente que tem atitude boçal.
Enquanto quem manda bem ainda come comida sem sal
mas tô legal porque no mundo pop toda banda
não faz mais single só investem em jingle pra propaganda
Quando ouço LS Jack eu vejo... propaganda.
O sorriso do Gugu me remete a... propaganda.
A falsidade da Hebe é igual a... propaganda.
Na televisao quem manda? Propaganda.
Onde quer que eu vá eu vejo... propaganda.
Do lado de fora dos prédios tem... propaganda.
No caminhão de lixo eu vejo... propaganda.
Quando eu vou dar uma cagada eu também vejo... propaganda.
Eu tenho direito a liberdade, direito de comprar em qualquer idade
mas se eu quiser beber tem que atingir a maioridade.
Pra onde olho eu vejo, publicidade e desejo
que só não me atrai mais que cheiro de percevejo
Dolce e Gabana, Yorgucci, Ralph Lauren
Boticário aguça meus sentidos mais doces que pólen.
Eu quero é ver televisão, comprar Elisée Belt
Victoria Secret de pêra, camisa do 50 cent e ir pra Melt.
Complemento:
1. Faça o download aqui a música em formato mp3. (Se não souber como baixar através do Rapidshare, basta seguir o passo-a-passo do tutorial "Como baixar arquivos no rapidshare?" na área de links que se encontra no canto direito superior de nosso blog.)
Obrigado pela atenção, até uma próxima oportunidade e desculpe por consumir seu tempo!
domingo, 6 de julho de 2008
Consumo Musicado
Diferente do CONSUMUSIC, esse post mostrará a utilização de música feita para vender produtos, e não de músicas que tenham como tema em suas letras a questão do consumo. Como já foi dito aqui no blog é de total conhecimento que o consumismo faz uso dos diversos tipos de mídias para se fortalecer cada vez mais. Como sabemos, a propaganda faz uso de todos os sentidos para atingir seus objetivos. É assim com a visão, o olfato, o tato, o paladar, e não seria diferente com a audição. Por isso, a utilização de música em propgandas é muito forte no meio publicitário. Utilizações essas como: jingles, inserções de propagandas publicitárias em músicas e até mesmo contrato de bandas com empresas cedendo a esta o direito de utilização de suas canções para campanhas publicitárias (através de contratos de contratos de 360º), esta última diferente dos jingles, como veremos mais adiante.
Primeiramente falarei dos jingles que é o modo mais famoso de relacionar música a um produto/serviço. O jingle faz parte da propaganda, não da música. Poucos gostam de música. O povo gosta é de ser seduzido. E se seduz gente é com jingles.
Os jingles nada mais são que mensagens publicitárias musicadas e elaboradas com um refrão simples e de curta duração, a fim de ser lembrado com facilidade. Ou seja, música feita exclusivamente para um produto ou serviço, uma espécie de slogan memorável transmitidos em rádios e em comerciais de televisão. Essa junção de música e publicidade é com certeza muito eficiente, é bem comum lembrar-mos de jingles que há décadas não são mais transmitidos.
Quem não lembra que pra acompanhar uma pipoquinha a bebida ideal é o guaraná antártica?
Quem também não lembra como manter o "seu filhote" forte?
E duvido também que você não lembre de todos ingredientes do Big Mac.
Tenho certeza que você lembra disso tudo!
Nessa análise vale salientar que os jingles são, composições musicais utilizadas como propaganda, mesmo que não tenham sido criadas com esta finalidade (exemplo).
Vejamos 3 dos principais tipos de jingles publicitários existentes:
1. Jingle Promocional: jingle em que o objetivo é destacar ofertas que a empresa deseja promover.
Exemplo
2. Jingle Institucional: jingle que representa o hino da empresa, produto ou serviço. Não visa fazer uma promoção. Pode ser também utilizado em aniversário de empresas, instituições, produtos ou serviços, bem como em datas especiais, como: Carnaval, Páscoa, Festas Juninas, Natal, entre outras. Os jingles institucionais, em sua maioria, têm características que sensibilizam, emocionam. Com letra geralmente poética.
Exemplo
3. Jingle Paródia: é um jingle feito em músicas que já existem, sejam elas: nacionais ou internacionais. É feito uma daptação em cima da letra e se cria outra dando origem aos jingles paródias. Deve-se ter a autorização dos detentores dos direitos autorais da música para a divulgação em rádio ou TV.
Exemplo
Além dos jingles, outra forma que vem crescendo atualmente é a inserção de propagandas publicitárias em músicas. É algo meio estranho, e geralmente ocorre em gravações de versões ao vivo. É algo meio estranho. Você recebe um bombardeio de propagandas bem no momento em que você estaria buscando uma fuga através da música. O estilo musical que se destaca nessa nova forma de publicidade é o forró. Um dos nossos leitores citou uma versão de grande sucesso do grupo Babado Novo "Bola de sabão", interpretada num show no "Forró no Sítio" pelo Grupo Aviões do Forró (faça o download aqui). Comerciais de diferentes tipos podem ser ouvidos ao longo dessa música, desde comerciais de lojas de perfume à comerciais de lojas de cds. Um exemplo bem claro da hiperestimulação que sofremos.
Outra maneira que a publicidade encontrou pra se fundir cada vez mais com a música é de comprar direitos autorais de alguns artistas (através de contratos de contratos de 360º). Com isso, além da empresa poder lucrar com as músicas do modo mais tradicional (execuções em rádios e utilizações dessas em versões feitas por outros artistas), ela poderia lucrar vinculando-as a comerciais publicitários. E o que mais impressiona é que grande artistas já tendem a realizar esse tipo de negociação, o exemplo mais famoso é o de Madonna que negociou com a a empresa Live Nation os direitos sobre o seus três novos discos.
Pois bem, sem me estender demais e antes que me chamem de adorniano por considerar que a arte (música) só serve pra vender bens, uma vez que só lhe interessa apenas o sucesso comercial, vou me despedir de vocês.
Obrigado pela atenção e desculpe por consumir seu tempo!
quinta-feira, 3 de julho de 2008
MODA: LIBERDADE OU APRISIONAMENTO ?
Este post tem como objetivo apenas refletir um pouco mais sobre as questões que já foram levantadas aqui e, em especial, abordar a relação da mídia com a moda. Tenho minhas inquietações no que diz respeito a esse mundo e todo o seu universo espetacularizado. Até onde somos produto dos meios, até onde nossa identidade não é influenciada pelos padrões dominantes, até onde nosso modo de vestir e nossos gostos são realmente nossos ...
A sedução que a roupa produz gera um desejo exacerbado que leva a um consumismo desenfreado, tentando preencher um vazio que nunca se sacia. Porque a mídia está sempre lançando algo, pois o novo de hoje, amanhã já é obsoleto. A indústria do consumo depende desse comprar exagerado para continuar ditando as regras. A mídia por sua vez, faz essa mediação, propagando o consumo como entretenimento feminino e ajudando a construir e consolidar o consumo compulsivo do sempre querer mais que cerca, principalmente, todo o glamour desse universo “fashion”.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Publicidade x Culto ao Corpo
Realmente a intensificação do "culto ao corpo" na sociedade contemporânea é cada vez maior. Como visto no post da Leticia, podemos considerar que toda essa preocupação com o corpo "ideal" é uma questão que ganha muita força na modernidade, pautada na idéia de estética e boa saúde (sabemos que é furada, pois até a novela das oito “ Páginas da Vida” já mostrou o drama da pequena bulimica). O discurso do corpo "ideal" (aquele bem torneado, malhado, bronzeado, etc) atinge todas as classes sociais e faixas etárias (veja a Gretchen, a base de muito botox e cirurgias plásticas, querendo ser menininha. Mesmo parecendo muito mais o Alice Cooper, do que com qualquer outra coisa). Lógico que o corpo "ideal" aqui tratado é segundo as concepções culturais ocidentais (dizendo de maneira mais ampla). Até porque, as formas de ser belo variam culturalmente (veja mais aqui).
Na sociedade contemporânea, o corpo é o diferencial, ao menos é isso o que a grande maioria pensa. O que você come, o que você veste, os produtos que usa, os cuidados que tem com seu corpo, tudo contribui para a formação da sua imagem. Essa idéia do corpo "perfeito" é introjetada de maneira tão eficaz que somos atingidos por ela, muita das vezes, sem nem mesmo percebermos. Ou vai dizer que alguém força você a fazer aquela caminhada de manhã, a malhar pesado na academia, a correr em volta do quarteirão, a fazer a dieta da sopa, etc? Não mesmo. O autocontrole se faz vigente, por mais que pensemos que estejamos livres dele. A vergonha de não estar dentro dos moldes do ideal físico contemporâneo é tamanha, que apelamos para exercícios, dietas, anabolizantes e até mesmo para cirurgias plásticas (como vemos no programa norte-americano “I Want a Famous Face”, por exemplo).
É importante lembrar que desde o início, essa crescente preocupação imagética e estética relacionadas ao "culto ao corpo" foi intensificada pelo papel da mídia (impressa e áudio-visual). Um exemplo bem claro disso é o cinema e a televisão, com sua rede de "celebridades" que demonstram os moldes estéticos e imagéticos que devemos seguir.
Após essa breve introdução, um fato que me chama bastante atenção é o aumento significativo da exploração da imagem de atletas em propagandas publicitárias. No entanto, o que me causa inquietamento é o fato desses atletas (os exemplos maiores dos moldes do ideal físico contemporâneo) estarem presentes em comerciais publicitários de produtos que nada tem a ver com a questão da saúde, muito pelo contrário.
Exemplo 1: Atletas + Refrigerantes:
Guga e Denílson - Pepsi.
Não preciso nem falar que refrigerante não é o tipo de bebida indicado pelos nutricionistas como o mais saudável, né?
Exemplo 2: Atletas + Bebidas alcoólicas:
Romario e Zola - Cerveja Heineken.
O piloto de Fórmula NASCAR, Dale Jr. - Cerveja Budweiser.
Comercial de bebida alcoólica utilizando jogadores de futebol até vai, Garrincha tá aí pra provar que mesmo com fama de bêbado a prática do bom futebol ainda era possível. Agora, utilizar um piloto de corrida, dirigindo seu carro em altíssima velocidade pra fazer uma propaganda de cerveja (outra bebida das não mais saudáveis) é um belo exemplo de irresponsabilidade.
Exemplo 3: Atletas + Fast-Food:
Jordan e Bird - McDonald's.
Pois é, a alimentação de uma atleta de ponta se restringe a 5 Big Mac's por dia!
Exemplo 4: Atletas + Cigarros:
Gerson - Cigarros Vila Rica.
Tudo bem que o Gerson é um EX-atleta, mas só de termos uma pessoa ligada fortemente ao esporte em algum momento de sua vida fazendo propaganda de cigarro é de assustar, ao menos foi essa a sensação que eu tive ao ver esse comercial.
O mais impressionante nisso tudo é que certamente (nem sei se isso ocorreu mesmo, mas imagino!) esses comerciais fizeram com que os produtos aumentassem suas vendas. A utilização em comerciais publicitários desses atletas-celebridades, tratados por muitos como semideuses, influenciam fortemente na sociedade, principalmente nos jovens que querem a todo custo serem iguais a seus ídolos. E isso se torna bem preocupante e nos faz pensar se o que estão vendendo atualmente é só um Big Mac, uma cerveja, um cigarro ou estilo de vida que querem que compremos e sigamos.
Obrigado pela atenção e desculpe por consumir seu tempo!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
CONSUMUSIC 02 - SONHO MÉDIO
Uma edição muito mais completa que a edição de estréia. Dessa vez disponibilizarei além da letra da música:
1. A música em formato mp3;
2. Um vídeo que ajudará a ilustrar bem a discussão; e
3. Um link direto para um tópico no Orkut para o debate da mesma.
A música que servirá como base pra pensarmos toda discussão sobre o consumo dessa vez chama-se "Sonho Médio" da banda capixaba Dead Fish. O grupo é famoso pelo som no estilo hardcore rápido e agressivo, mas também melódico, tendo como principal tema das músicas o aspecto político/social, com letras que abordam com muita consciência o que se passa na obscura realidade das sociedades contemporâneas, sobretudo no Brasil.
E analisando brevemente a letra da música "Sonho Médio" - até poque esse espaço não é para realizar análises tão aprofundadas. Ele é feito justamente para instigar a discussão por parte de vocês (leitores) - percebe-se que nela está indicado o ciclo que o capitalismo insere na vida de todos nós. Pondo em alta o egoísmo e o individualismo em detrimento das noções de classes. E logicamente que tudo isso intensificado pela cultura consumista em que vivemos, utilizando-se de toda uma ironia presente em quase toda a letra.
Então, vamos a letra:
Dead Fish - Sonho Médio
Amanheceu mais uma vez
É hora de acordar para vencer
E ter o que falar
Alguém para mandar
Uma vida pra ordenar
Poder acumular
e ai então viver, viver e prosperar,
Mais nada a pensar,
Me myself and I,
E assim permanecer,
credicard e status quo é tudo que
penso ser, ilusão é questionar.
O sonho médio vai, vai te conquistar
e todo dia iremos juntos ao shopping pra gastar.
Ter e sempre acreditar, princípio meio e fim
A hipocrisia vai vencer
Vou sorrir para você
Será uma festa em meio a caos
E as pessoas feias pagarão.
Pois somos os eleitos, pelo menos achamos ser
Nossa raça é superior
Pois vou fingir ser daquela cor,
Roberto Campos é o nosso gurú e para sempre seremos liberais
Pra trabalhar, pra viver!
Não me importa se meus filhos não terão educação,
Eles tem que ter dinheiro e visual.
O sonho médio vai, vai te conquistar
Mentalidade de plástico e uma imagem a zelar.
Complemento:
1. Faça o download aqui a música em formato mp3. (Se não souber como baixar através do Rapidshare, basta seguir o passo-a-passo do tutorial "Como baixar arquivos no rapidshare?" na área de links que se encontra no canto direito superior de nosso blog.)
2. Assista aqui o vídeo ilustrativo da letra.
3. Acompanhe o debate sobre a letra aqui.
Obrigado pela atenção, até uma próxima oportunidade e desculpe por consumir seu tempo!
sábado, 21 de junho de 2008
Beleza é poder!
Mal mesmo eu me senti quando alguém (alguém que eu digo a professora) me disse (me disse, eu quis dizer pra turma) o que eu sempre suspeitei (mas nunca quis acreditar), de que na realidade nós pagamos pra ouvir esse tipo de coisa (coisa fica mais bonito, né gente?).
Pagamos porque simplesmente consumimos os produtos, aqueles que a linguagem publicitária com todo seu “poder de convencimento” nos leva a comprar. Apelando (porque não?) pros nossos desejos mais íntimos, a busca pela felicidade (suspiros), pelo prazer, entre outras coisas. Outro ponto muito tocado por essa linguagem é a do desejo ou do “poder” que temos em ser celebridades. Como surgiu isso? Pelo que entendo na modernidade, com o crescimento das cidades, explosão demográfica, anonimato... Uma multidão com um monte de pessoas que você nunca viu, e que talvez nunca mais verá. Conhece a sensação?
Pois bem, com ela os sujeitos modernos experimentaram muitas sensações tais como: o medo do desconhecido, as construções e desconstruções de identidades e o anonimato (aquele de que o Simmel fala).Falando em identidade, nada mais pra se construir sua identidade do que seu corpo, importante falar sobre essa nova visão do corpo, de cultivá-lo, que vem juntinho com o hedonismo e com o narcisismo (e porque não, como vemos: exibicionismo) vale lembrar que (nesse contexto) corpo saudável é corpo esbelto, e sendo bem direta corpo bonito é aquele que está na mídia: lembra daquela música de axé? “tudo que é bonito é pra se mostrar... Tira! Tira!” pois é nessa lógica mesmo é que somos levados a pensar, em geral. Apesar de sempre ter algum assanhadinho pra se despir em qualquer lugar (mesmo!) o lugar top pra isso é a praia! Lá (especialmente no posto 9 de Ipanema com os lelesks – by Marcelo Adnet) é onde podemos exibir o corpo pra quem quiser ver, comparar, elogiar, esculhambar, enfim, naquela idéia de bronze do verão, corpo perfeito, ser saudável... Muito bonito... Me lembra a música Garota de Ipanema:
Helô Pinheiro a eterna Garota de Ipanema, agora que tudo tá caindo, é só a sogra do Roberto Justus, uma sub-celebridade, né?
Em falar nisso, me lembro de continuar falando sobre o anonimato e a angústia de ser anônimo: coisa mais fácil de ver é como as pessoas têm feito de tudo para não serem anônimas, entram em reality show, inventam um dança qualquer, tem filho com famoso, casam e descasam, fazem escândalos em motéis afora, tem de tudo. Agora só pra ilustrar a falta que faz uma boa vergonha na cara é essa onda de mulherescomnomedecomida, o que é até engraçado porque realmente uma hora elas vão apodrecer.
Portanto minha gente não se angustie e nem se sinta desesperado na busca do que a publicidade quer pra você, já que inventaram que somos indivíduos vamos comprar com consciência de modo que no final de tudo tenhamos sorte de sair dessa somente esquizofrênicos... =D
quarta-feira, 18 de junho de 2008
CONSUMUSIC 01 - A ESTRÉIA
Olá à todos! Estou aqui para realizar a edição de estréia do "quadro" CONSUMUSIC. Espero que gostem e debatam sobre o conteúdo que vem a seguir. Pois bem, sem mais delongas vamos ao post em si.
Na edição de estréia do CONSUMUSIC, a música escolhida foi "Livre pra comprar" do rapper paulistano D Kay. A letra da música faz uma crítica direta à cultura de consumo relacionando-a as questões de desigualdade e exclusão social.
Com certeza a letra dessa música somará muito às discussões já realizadas em sala de aula.
Então vamos lá!
D Kay - Livre pra comprar
Eu sou livre pra comprar eu sou livre pra vender
Eu sou livre pra comer livre pra trabalhar
Eu sou livre pra pensar mas o que eu posso fazer
Se compro meu emprego e ate o meu lazer
Quem não tem mora afastado, ilhado no beco
Excluído no subúrbio ou esquecido preso e pensam
Que são livres e podem ter o luxo da novela
Presos em seu próprio mundo, o mundo da favela
Olhe bem ao seu redor, quem se considera melhor
O garoto pensador, ou a camiseta da Dior
Dulce e Gabbana, Ferrari, Mercedes e Brahma.
Você não tem e mesmo assim se engana
A TV diz que a liberdade é pra todos
Todos os que te colocam vivendo no esgoto
Pense bem meu caro, a liberdade custa caro
Você vende a alma e também a força de trabalho
Quem não nasce com dono come lixo na rua
Quem arruma um dono tem respeito e escuta
Que um dia vai vencer, que um dia vai comprar
Todo o resto que a elite já deixou de usar
A liberdade tá na sua mente tá no seu corpo
Mas onde ela vale é dentro do seu bolso
Pra quem tem dinheiro as fronteiras são paisagens
Pra quem não tem o limite é o preço da passagem
Eu tô livre pra comprar eu tô livre pra vender
O dinheiro vai me dar tudo o que eu posso querer
Mas sem cash ae não da como que eu vou fazer?
Sem money pra pagar não sou livre pra viver
A verdade de vencer na vida você sabe bem
Prestar vestibular e ser um aluno nota cem
Mas sem escola particular o que fazer?
Faculdade publica é que não vai ser
Então me diz o que é liberdade sem estudo
Viver ganhando miséria e ainda ser burro
Ate que da pra ser feliz não sabendo de nada
Roubam seu valor e você pode ainda dar risada
Mas pra quem consegue perceber a jaula em que vive
Vê que não tá ganhando nada com o aumento do PIB
Sabe, o mundo é bem maior do que só isso
Sabe que não se poder ir e vir estando liso
Por isso tem ódio e o nervoso não para
Tem gente que se contenta em poder ir um dia na praia
Mas ser livre é morar no mundo, não na cidade
Te prenderam no gueto e chamaram isso de humildade
Grades nas janelas com medo de assaltos
Eles vivem sem muros dentro do condomínio fechado
E você me diz que é livre para o amor
Quem ama não é livre quem ama é consumidor
Eu tô livre pra comprar eu tô livre pra vender
O dinheiro vai me dar tudo o que eu posso querer
Mas sem cash ae não da como que eu vou fazer?
Sem money pra pagar não sou livre pra viver
Na morte pode se escapar dessa prisão
Mas quem fica ainda tem que pagar o seu caixão
A cultura é cara por isso não é esquisito
Que o povo tenha mais filhos do que na estante, livros
Trabalhando noite e dia você vira uma marionete
A pessoa livre é quem assina o seu cheque
Há muito tempo o povo pede os seus direitos
E o que recebem é um emblema de grife no peito
Eu tô livre pra comprar tô livre pra vender
O dinheiro vai me dar tudo o que eu posso querer
Mas sem cash ae não da como que eu vou fazer?
Sem money pra pagar não sou livre pra viver.
PS: Infelizmente nesse post de estréia só consegui disponibilizar para vocês a letra da música. Muito procurei pela música e por mais informações sobre o artista. Caso saibam algo mais ou onde encontrar a música em formato para download, por favor envie-nos para: consumomidia@gmail.com
Até uma próxima oportunidade e desculpe por consumir seu tempo!
terça-feira, 17 de junho de 2008
CONSUMUSIC, o que é isso?
É muito simples: será partilhado nos posts com esse título algumas músicas, letras e videoclipes, para maior discussão sobre consumo!
Queremos fazer do Consumusic a área mais participativa deste blog (ou seja, de mim). Sim, será a área do blog onde vocês (leitores!) terão participação indispensável. Sem sua participação o Consumusic não viverá muito, pois não conhecemos tantas músicas assim, né. Eu, o Consumídia, preciso da ajuda de vocês para me construir, me ajudem nessa enviando conteúdo (de todo tipo) para discussão. Meu e-mail é: consumomidia@gmail.com
quinta-feira, 12 de junho de 2008
O amor romântico, ah o amor!!!
Aproveitando o dia dos namorados, queremos desconstruir o que até então se especulou sobre o amor.
Primeiramente, e antes de mais nada, quero deixar claro que não se trata aqui, de forma alguma, de um texto poético, romântico, inspirador, apaixonante, ou um daqueles textos para você dar para sua namorada junto com seu lindo presentinho. Não, não, se trata deste tipo de texto, e se você está procurando algo deste tipo, é melhor parar por aqui mesmo....
Bem, continuando, lamentamos (ou não) em informar que esse amor romântico é uma construção da modernidade. Sim, isso mesmo! “O mundo moderno inaugura um novo lugar para o amor na vida social” - Lazaro- Alimentado e difundido pela literatura do século XIX. Essa concepção de amor que temos atualmente, foi uma criação da ideologia burguesa do século XIX para se firmar como classe dominante. Formar um imaginário de liberdade, de indivíduo capaz de fazer escolhas. Associar estilo de vida e a determinados produtos, junto com uma linguagem publicitária forte.
Fala sério, quem nunca percebeu que dia dos namorados é pura criação do capitalismo??!! Gente só nesse contexto de sociedade, o valor do presente determina o tamanho do amor e o futuro do relacionamento!!!
O amor romântico, portanto é um senso comum, naturalizado como tal.
Se estiver solteiro, fica no mínimo incomodado com o bombardeio de coraçõeszinhos que têm nas propagandas e comerciais dos “dias dos apaixonados”, como se você fosse o único solteiro nesse dia andando pelas ruas, meio Bridget Jones, né??!
Tá, mas se mesmo assim, sabendo disso tudo (com uma pitada de amargura), você ainda queira encontrar sua cara metade (outra criação, que você no fundo sabe que não existe!), aí vão algumas dicas do consumidia para você consumir o amor romântico;
1) Flores – nenhuma mulher resiste (depois jogam todas fora)
2) Chocolates – simplesmente irresistível!
3) Jóias – cartão de crédito existe para isso mesmo né gente!
4) Pelúcia + antialérgico
Obs: quanto mais caro o presente, maior será o amor... e vocês serão felizes para sempre....
Feliz dia dos namorados!!!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Enfim, minha estréia...
Meus criadores querem expor aqui somente idéias, observações, questionamentos acerca do que vêem em aula.
Tá, sou um blog universitário, mas não sou sério e nem quero ser chato! Por isso espero que esses meus três donos usem com leveza todo o conteúdo (das aulas...) para que eu seja lido (por favor!!) com prazer.
Mas acho que eles vão conseguir colocar aqui algumas de suas idéias acerca dos dizeres outros que interpelam seus discursos (sim, eu também estudo Análise do Discurso! \o/).
Bom consumo!!!
INSTRUÇÕES DE USO:
1) Em caso de contato com os olhos, não resista;
2) Mantenha a mente aberta para seu conteúdo;
3) Tenha paciência com os trocadilhos de quem escreve (por favor!!);
4) É importante opinar!;
5) Discorde do que leu, se necessário (mas não muito =P).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
CNPJ: Desconhecido
Data de fabricação: 6/12/2008
Validade: Indeterminada
Manuseie com cuidado. Não tóxico.

