Ana Lúcia aponta também a importância das revistas, pois elas são as mediações entre a mídia e a sociedade, ou seja, entre “a lógica dos usos e a lógica da indústria cultural”. Mas não se sinta mal, estamos nesse barco juntos!!
Mal mesmo eu me senti quando alguém (alguém que eu digo a professora) me disse (me disse, eu quis dizer pra turma) o que eu sempre suspeitei (mas nunca quis acreditar), de que na realidade nós pagamos pra ouvir esse tipo de coisa (coisa fica mais bonito, né gente?).
Pagamos porque simplesmente consumimos os produtos, aqueles que a linguagem publicitária com todo seu “poder de convencimento” nos leva a comprar. Apelando (porque não?) pros nossos desejos mais íntimos, a busca pela felicidade (suspiros), pelo prazer, entre outras coisas. Outro ponto muito tocado por essa linguagem é a do desejo ou do “poder” que temos em ser celebridades. Como surgiu isso? Pelo que entendo na modernidade, com o crescimento das cidades, explosão demográfica, anonimato... Uma multidão com um monte de pessoas que você nunca viu, e que talvez nunca mais verá. Conhece a sensação?
Pois bem, com ela os sujeitos modernos experimentaram muitas sensações tais como: o medo do desconhecido, as construções e desconstruções de identidades e o anonimato (aquele de que o Simmel fala).Falando em identidade, nada mais pra se construir sua identidade do que seu corpo, importante falar sobre essa nova visão do corpo, de cultivá-lo, que vem juntinho com o hedonismo e com o narcisismo (e porque não, como vemos: exibicionismo) vale lembrar que (nesse contexto) corpo saudável é corpo esbelto, e sendo bem direta corpo bonito é aquele que está na mídia: lembra daquela música de axé? “tudo que é bonito é pra se mostrar... Tira! Tira!” pois é nessa lógica mesmo é que somos levados a pensar, em geral. Apesar de sempre ter algum assanhadinho pra se despir em qualquer lugar (mesmo!) o lugar top pra isso é a praia! Lá (especialmente no posto 9 de Ipanema com os lelesks – by Marcelo Adnet) é onde podemos exibir o corpo pra quem quiser ver, comparar, elogiar, esculhambar, enfim, naquela idéia de bronze do verão, corpo perfeito, ser saudável... Muito bonito... Me lembra a música Garota de Ipanema:
Mal mesmo eu me senti quando alguém (alguém que eu digo a professora) me disse (me disse, eu quis dizer pra turma) o que eu sempre suspeitei (mas nunca quis acreditar), de que na realidade nós pagamos pra ouvir esse tipo de coisa (coisa fica mais bonito, né gente?).
Pagamos porque simplesmente consumimos os produtos, aqueles que a linguagem publicitária com todo seu “poder de convencimento” nos leva a comprar. Apelando (porque não?) pros nossos desejos mais íntimos, a busca pela felicidade (suspiros), pelo prazer, entre outras coisas. Outro ponto muito tocado por essa linguagem é a do desejo ou do “poder” que temos em ser celebridades. Como surgiu isso? Pelo que entendo na modernidade, com o crescimento das cidades, explosão demográfica, anonimato... Uma multidão com um monte de pessoas que você nunca viu, e que talvez nunca mais verá. Conhece a sensação?
Pois bem, com ela os sujeitos modernos experimentaram muitas sensações tais como: o medo do desconhecido, as construções e desconstruções de identidades e o anonimato (aquele de que o Simmel fala).Falando em identidade, nada mais pra se construir sua identidade do que seu corpo, importante falar sobre essa nova visão do corpo, de cultivá-lo, que vem juntinho com o hedonismo e com o narcisismo (e porque não, como vemos: exibicionismo) vale lembrar que (nesse contexto) corpo saudável é corpo esbelto, e sendo bem direta corpo bonito é aquele que está na mídia: lembra daquela música de axé? “tudo que é bonito é pra se mostrar... Tira! Tira!” pois é nessa lógica mesmo é que somos levados a pensar, em geral. Apesar de sempre ter algum assanhadinho pra se despir em qualquer lugar (mesmo!) o lugar top pra isso é a praia! Lá (especialmente no posto 9 de Ipanema com os lelesks – by Marcelo Adnet) é onde podemos exibir o corpo pra quem quiser ver, comparar, elogiar, esculhambar, enfim, naquela idéia de bronze do verão, corpo perfeito, ser saudável... Muito bonito... Me lembra a música Garota de Ipanema:
“Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar (...)”.
Helô Pinheiro a eterna Garota de Ipanema, agora que tudo tá caindo, é só a sogra do Roberto Justus, uma sub-celebridade, né?
Em falar nisso, me lembro de continuar falando sobre o anonimato e a angústia de ser anônimo: coisa mais fácil de ver é como as pessoas têm feito de tudo para não serem anônimas, entram em reality show, inventam um dança qualquer, tem filho com famoso, casam e descasam, fazem escândalos em motéis afora, tem de tudo. Agora só pra ilustrar a falta que faz uma boa vergonha na cara é essa onda de mulherescomnomedecomida, o que é até engraçado porque realmente uma hora elas vão apodrecer.
Talento ninguém tem, o negócio é explorar o corpo mesmo, porque nada mais evidente do que apelar pro lado sexual! É quase uma piada pra mim (eu disse pra mim) olhar a mulher-melancia anywhere pedindo pra ser celebridade, ser ARTISTA... Melancia (qq fruta, pq não to falando de uma em especial) você quer ser celebrada? Pq? Pq você tem elefantíase numa parte do corpo (bumbum, seios, afins...)? Desculpa, vai dar não!
Portanto minha gente não se angustie e nem se sinta desesperado na busca do que a publicidade quer pra você, já que inventaram que somos indivíduos vamos comprar com consciência de modo que no final de tudo tenhamos sorte de sair dessa somente esquizofrênicos... =D
Portanto minha gente não se angustie e nem se sinta desesperado na busca do que a publicidade quer pra você, já que inventaram que somos indivíduos vamos comprar com consciência de modo que no final de tudo tenhamos sorte de sair dessa somente esquizofrênicos... =D


12 comentários:
verdades sobre a melancia:
1) estraga muito rápido, tem de comer logo.
2) a despeito da resistência da casca, a polpa é rala, não dá caldo.
3) a mulher-melancia (super-heroína trash) nem é bonita.
abraços
concordo com muito do q foi dito, mas todo discurso radical me assusta. Afinal a bundalização do país não é fenômeno novo nem tão moderno assim e só o fato de nos ocuparmos com questões como esta é em si um indicío de pq a coisa funciona.É a lógica do "falem mal, mais falem de mim", até onde criticar revistas q tem receitas e padrões de beleza não é estar consumindo os seus produtos, indiferente dos usos q cada um fará destes?
continuando...
tb não somos nós q damos importância a "fenômenos" efêmeros como este? Muitas outras bundas e silicones tem passado por nossos meios mais tradicionais de comunicação e enquanto uma "massa" segue os aplaudindo, outra "desce a lenha" e julga um absurdo um país ter reconhecimento por esteriótipos como estes. Mas não estão ambos a dar publicidade a "bola da vez"? Tanto os q assistem os "BBB's" qto os q criticam, não se ocupam da mesma coisa? Pq não ser indiferentes a tudo isso e, por exemplo, ler um bom livro? E quais as propostas q temos pra substituir o q ai está? Mudar um padrão por outro seria mudar a lógica do consumo?
Beleza é poder qdo o q predomina é lógica da aparência!
Mas o que predomina é o consumo de imagens, ou seja a aparência.
A questão aqui não é se está certo ou não dar ibope a esse tipo de consumo, mas mostrar o que a mídia nos faz consumir, eu por exemplo mostrei q não concordo muito, mas mesmo assim consumo. Me pergunto até que ponto deveria fingir o contrário...
Proposta pra substituição eu infelizmente é difícil, como quebrar os paradigmas se esse sistema nos dá a impressão de ser tão sufocante?
A intenção não é ser radical, mas pelo menos de pensarmos juntos...
Obrigada pelo comentário jb artes, gostei da participação!!!
bjosss
Essa vaca disse no Jô que é vascaína... Que que ela ta fazendo com a blusa do Flamengo?
Oi Letícia, a questão não é de mudanças de paradigmas, até pq não creio q existam modelos q guiem as sociedades e q por serem substituidos alteram-se os rumos sociais.
O debate é sobre o q coloca em questão "o q a mídia nos faz consumir", se nos aproximarmos da questão apenas para sermos a favor ou contra (e não é uma questão de certo ou errado)sem ao menos termos uma proposta de substitui-las, incorremos num discurso vazio.
A maior armadilha desse modelo de consumo é a impressão de q não existe uma outra "ordem" possível para além dessa regra de mercado. Aceitamos as "coisas" como se dados da natureza e não construções sociais sempre em transformação. Nem sempre foi assim e provavelmente não será. mas se nos aproximarmos destas questões já com a crença de q nada muda, então estamos dispendendo tempo e energia em vão.
e só pra não me estender demais, o q quero disser é q não dá pra criticar as mídias tradicionais e discutir (só)as mesmas questões q estes põem em pauta. Se este é um espaço pra discutir as formas de consumo, pq não trazer pra discussão aquilo q as outras mídias não trazem (disponibilizar músicas fora do circuito, como feito, é um bom começo).
Do contrário vamos cair num circulo vicioso e mesmo com todo conteúdo pra reflexão o q sobresai é a camisa q a tal da melancia está usando (desculpe thaís). Então será q é a mídia q dita o q consumimos ou o q consumimos q dita o q está na mídia?
Olha só, fazendo um paralelo, eu sou DJ e encaro meu trabalho como puro entreterimento, sinceramente não me preocupo muito em "abrir os olhos" e conscientizar ngm, apenas em oferecer prazer e diversão para as pessoas ...
Isso me influencia muito na maneira de como eu vejo o papel da mídia na nossa sociedade. Não acho que a mídia seja uma instância 100% manipuladora que faz o que bem entende, a mídia é uma caricatura da sociedade, a mídia só veincula aquilo que a sociedade QUER consumir.
Nosso amigo aí de cima deu como sugestão "disponibilizar músicas fora do circuito". Poderia ser uma iniciativa válida, mas no fundo eu acho que não daria certo num sentido mais amplo, pois só ia atingir uma parcela restrita de "consumidores".
Voltando ao meu trabalho como DJ, eu não me proponho a tocar músicas alternativas e "cults" por que assim eu vou atingir só uma parcela menor daquele que é o meu verdadeiro público. Ou seja, sem ser em festas restritas com o público selecionado, eu só vejo sentido em tocar as músicas comercias que todos conhecem.
E por que isso ? É simples, é o que as pessoas querem ouvir. A coisa é muito mais complicada. A mulher-melância não faz sucesso porque a "mídia mandou", as pessoas realmente se "interessam" por ela. E as vezes eu fico me perguntando: SE AS PESSOAS QUEREM CONSUMIR ESSE TIPO DE COISA, POR QUE MUDAR ??
Antes de mudar a mídia, o DESEJO das pessoas que tem de ser mudado, só assim fará sentido.
E tem outra coisa que acabei de pensar. Os críticos sempre implicaram com esse ideal de beleza da magreza. Falou-se mto sobre bulimia, anorexia e a má influência que são as modelos.
Mas aí surge a mulher-melância que não tem nada de "padrão-magricela" e todo mundo cai de pau tambem. De fato ainda é a cultuação do corpo e da imagem (associado com sensualidade), mas é meio contraditório com o "padrão" atual.
Ou seja, de novo me parece que é só alguma coisa virar "POP" que automaticamente vira "MERDA", me parece que tem uma boa dose de implicância nisso aí. E, meninas, tbm tem uma dose de "inveja", tem não? hauahua
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